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A força do SIM para a vida!

Não há nada mais potente e esplêndido que tomar para si a vida que recebeu. É um movimento lindo da alma, que exige muita força e coragem. Estou falando de algo que deveria ser intrínseco para cada um de nós, mas não é! Claro, nem tudo parece ser tão simples como é, mas o simples não significa que é fácil. Afinal de contas parece-me que aqui na terra as coisas não têm que ser tão fáceis para que possamos aprender a trilhar nosso próprio caminho rumo à felicidade, plenitude, enfim, ao nosso desenvolvimento.

Esse movimento da alma é algo que foi estudado e vem sendo difundido pelo alemão Bert Hellinger como um método terapêutico para nos desvincularmos de emaranhamentos* do nosso sistema familiar. A metodologia é única: descobrir como o amor é (ou foi) “praticado” no seu sistema familiar, que inclui toda sua ancestralidade. E como você já pode imaginar amar demais pode dar problema, assim como amar de menos.

Para trilhar essa jornada de autoconhecimento existem três leis, as quais Hellinger nomeou de ordens do amor: hierarquia; pertencimento e equilíbrio entre dar e receber. Ou seja, para uma vida minimamente organizada e feliz é preciso que respeitemos aqueles que chegaram antes no sistema familiar, honrando seu lugar e papel na família; que não excluamos ninguém - isso não quer dizer que temos que conviver com uma pessoa difícil, mas que temos que aceitá-la no nosso coração - permitindo a todos, independente do que tenham feito, o direito de pertencer e, por fim, que possamos dar e receber na mesma medida em todo tipo de relacionamento.

Porém, a dinâmica mais comum é ignorarmos tudo isso. Encontramos no âmago do nosso ser a prepotência de um juiz, com dedo em riste pronto para acusar, julgar e condenar quase como um ditador e esquecemos o melhor e mais importante: tomar a vida.

Tomar a vida é se apossar do milagre que ela é e seguir adiante, com alegria, leveza, confiança, sabedoria e amor. Isso começa com uma profunda reverência àqueles que te presentearam com a vida: seus pais. Se não fossem eles, jamais você estaria experimentando esse milagre.

Ao ler isso, você pode estar contestando essas palavras e dizendo que sua vida é uma droga e não queria estar aqui. Eu te digo, amorosamente, que você AINDA não se deu conta da doçura e da beleza que é viver! Está olhando apenas para a morte (Falarei disso em outro texto sobre depressão como um chamado para a vida). Pare! Pense! Sinta na alma o amor que vem dos seus ancestrais, de repente você desviou o olhar por causa de um emaranhamento. Comece a buscar a solução com um movimento: Diga sim a eles, do jeito que são. Reverencie seus pais do fundo do seu coração e tome a força deles para construir algo de bom com tudo o que eles te deram. Experimente! Tomar o amor dos pais é dizer sim para a vida. É transformador!

* Hellinger chama de emaranhamento o fato de alguém tomar para si, inconscientemente, a responsabilidade de reviver o destino de um familiar que viveu antes dele. Isso acontece por amor, de forma não consciente, mas implica à pessoa abrir mão da própria história.

 

Por: Eliane J.Leite

Jornalista, Psicóloga Analítica, Facilitadora de círculo de mulheres com foco na reconexão com o feminino, formação em terapia do relaxamento, introspecção e autoconhecimento pela arte da pintura em mandalas e formanda no método terapêutico da Constelação Familiar Sistêmica de Bert Hellinger. Formação nas Faculdades Unidas Metropolitanas (FMU), Instituto Diálogos do Ser e Instituto Brasileiro de Constelações Sistêmicas.

 

 

Referência Bibliográfica: HELLINGER, Bert. Ordens do Amor. Cultrix, 2003.

Eu cresci e tomei a minha vida!
A gentileza, as fractais, o pertencimento
Só Amor não basta, O Amor exige uma Ordem!
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